Gilberto Pizarro, Médico
  • Médico

Gilberto Pizarro

São Paulo (SP)

Sobre mim

Otorrino
Nasci em Nova Aliança -SP, estudei em Monte Aprazível, Rio Preto, UNIFESP - Escola Paulista de Medicina, onde me aposentei como otorrino, pós Sta Casa de SP/PUC. Tenho Clínica de otorrino, perito em ruído. Estudo os problemas da comunicação humana.

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Euclides Araujo, Advogado
Euclides Araujo
Comentário · há 6 anos
Nobres colegas, primeiramente venho parabenizar a autora do texto pelo tema trazido a baila neste período obscuro que nosso país encontra-se vivenciando, onde os leigos e alguns dos operadores do direito encontram-se recheados de dúvidas.

Na minha singela opinião pessoal, direitos fundamentais não podem ser relativizados porque os direitos fundamentais são prerrogativas mínimas que norteiam a dignidade da pessoa humana das quais nos possibilitam a ser chamado de Estado Democrático direito. Por outro lado, entendo que na atual situação a sua relativização se mostra necessária em favor do bem comum da coletividade que foi vitima de uma histeria instalada pela imprensa irresponsável sensacionalista que agora, encontra-se tentando remediar a situação, mas o pânico já foi instalado no país, provocando uma colisão entre os direitos fundamentais na seara jurídica.

A relativização dos direitos fundamentais neste caso tornou-se imprescindível para a própria sobrevivência dos direitos fundamentais a vida e a saúde, pânico também mata e seus efeitos psicológicos contribuem sobremaneira para anomalias fisiologias e o óbito. O isolamento social e/ou distanciamento social, interferiu no direito de ir e vir, contudo, não foi precedido de uma ponderação e de uma analise aprofundada dos seus impactos, ou seja, foi aplicado em total desconexão com a proporcionalidade, ocorreu a toque de caixa, copiando outros países, ignorando o núcleo essencial de tantos outros direitos já consagrados em nossa Carta Magna/88,

Contudo, conforta-me a alma saber que é temporário, pois caso contrário, estaremos permitindo o restabelecimento de um absolutismo dissimulado que irá afetar a dignidade da pessoa humana, pois estamos sendo compelidos a viver em cárcere privado em decorrência do acometimento da síndrome do pânico pelos nossos governantes, pois se havia uma situação de gravidade proeminente, não deveria ter permitido sequer a comemoração do carnaval, uma das portas de entrada deste vírus. Vamos aguardar o desfecho desta novela da vida real.
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